quarta-feira, 5 de novembro de 2008

BUSCA DA VERDADE


Na busca da verdade e do conhecimento, qualquer que seja a área, acabamos por desenvolver hipóteses. Nosso maior problema, e nem todos notam isso, é que as hipóteses que desenvolvemos não surgem com rótulos de “verdadeiro ou falso”, e dificilmente temos um norteador que nos diga se estamos confiando na verdadeira ou na falsa. Não podemos basear verdades apenas no fato de existirem hipóteses, e assim muitas vezes nos iludimos na busca da verdade.

Uma das piores situações a ser encontrada é a do paradoxo. Uma declaração ou observação de fatos que aparentemente são verdadeiros, que surge como uma contradição lógica contrapondo-se a uma intuição comum. O paradoxo então torna-se o oposto daquilo que se pensa ser verdade. A identificação de paradoxos por conceitos “simples” ou racionais, muitas vezes nos ajudam no progresso e busca da verdade.

“Vimos que, se investigarmos um objeto vulgar, do gênero que os sentidos conhecem, o que os sentidos imediatamente nos dizem não é a verdade acerca do objeto em si mesmo, mas apenas a verdade acerca de determinados dados dos sentidos que, tanto quanto podemos ver, dependem das relações entre nós e o objeto. Por conseqüência, o que vemos e sentimos diretamente é apenas uma ‘aparência', que acreditamos ser o sinal de uma 'realidade' escondida.” Bertrand Russell

Apesar de termos acumulado tanto conhecimento, de termos tantas fontes, ciências novas, potencialidades e capacidade de discernimento, acabamos muitas vezes voltando a Sócrates - (470-399 a.C) e uma de suas máximas: “Só sei que nada sei", que não demonstra ignorância, mas a necessidade de se manter como uma investigador, e como um reconhecedor da própria ignorância, evitando assim cessar a busca pelo conhecimento.

A sabedoria e o conhecimento estão também na consciência do não saber. Aquele que consegue ver sua própria ignorância procura saber mais e aquele que pensa tudo saber, contenta-se com o que sabe e torna-se estagnado.

O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram Em consideração como metal, e não mais como moedas (NIETZSCHE. Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral).

Bem, como podemos notar, vale a pena repensar o que é a verdade em nossa vida e até onde vivemos iludidos.

Há momentos em que nos sentimos seguros e confiantes, quando algo acontece e nos traz uma dor carregada de espanto e admiração, então, perdemos o norteamento, não sabemos o que pensar, avaliamos o que pensamos anteriormente como uma crença e temos dificuldade em lidar com o novo.

A perplexidade que se instala nos faz querer saber onde erramos, o que não percebemos, se foi por comodismo ou pela situação em si, e sair deste estado de insegurança começa a ser imperativo, pois o desencantamento faz com que notemos nossa própria ignorância e nos criam uma vontade e uma necessidade de superação.

Duas coisas devem ser mantidas como verdades na busca da realidade:

1) Incerteza, decepção e insegurança são um caminho na busca da verdade;
2) Manter a decisão de não aceitar nada como certeza pronta, indo além na busca de explicações válidas para a forma de interpretar a realidade.

A segunda opção é sempre a melhor.

sábado, 11 de outubro de 2008

LIMITE DO ESTADO E LIBERDADE


Talvez uma das saídas seja não pensar no limite do Estado, e sim na ausência dele, na superação da necessidade de uma entidade com tanto poder sobre a liberdade das pessoas, que cerceia e determina quais serão seus potenciais impedindo a realização de muitas coisas.
Porém, há um paradoxo, pois a liberdade sem nenhuma forma de regulamentação pode se tornar ameaçada, talvez graças ao nosso baixo nível de desenvolvimento intelectual, emocional e social. Então, voltamos a supor que precisamos do Estado, porém um estado que se dedicasse e cumprisse funções administrativas e reguladoras pelo povo.
Assim sendo, por um lado temos o Estado que por si só pode ser exacerbado e também ter o valor exacerbado pela sociedade, pelo próprio homem e por outro, o risco da coletividade não saber lidar com a liberdade excessiva e graças a paixões menores como egoísmo, não conseguirem agir de forma construtiva e revolucionária com um sentido de mudanças nunca antes vividas.
Liberdade, que é alto também tão complexo de se definir e colocar em prática, pelo fato desta não poder ser abalada ou suprimida graças à liberdade de um terceiro, torna-se ao mesmo tempo um instrumento de legitimação para a necessidade do Estado.
A questão principal talvez, seja delimitar a LIDERANÇA e o tipo de uso do PODER que o Estado pode ter.
Talvez graças aos conceitos cristãos tão impregnados em nossa sociedade (e de outros Deuses em outras sociedades), que em algumas coisas coincidem, temos a máxima “todos são iguais”. Não é uma realidade, e precisamos notar e saber apreciar a questão à luz da razão. Especialmente nas massas, há homens que são “superiores”, que se destacam por alguma razão, seja pela cultura um pouco superior, seja pela força física, capacidade intelectual, conhecimento. Então Liberdade e igualdade não necessariamente são parceiras.
Também graças às diferenças que encontramos nas massas, surge a grande dificuldade da sociedade interpretar, compreender, julgar e exigir do Estado os seus direitos e compreender melhor os conceitos de sua própria liberdade e da do outro.
Lentamente, e talvez seja o único caminho, as massas precisam pela educação, não só a formal escolar, desenvolver consciência e capacidade de julgamento não somente pelo senso comum. Conscientizar as massas é fundamental para um processo político evolutivo a meu ver, pois é o que pode limitar e trazer ética para o Estado.
Quem sabe, se o processo tiver um início agora, em alguns séculos nosso desenvolvimento emocional consiga atingir um nível onde seja possível viver um sistema anárquico, sem governo, sem Estado. Quem sabe, não teremos mais fronteiras, a economia não será capitalista, e talvez nem comunista, pois pode surgir uma nova proposta, e os padrões de comportamento que iniciemos agora consigam transformar a coletividade a ponto desta compreender um mundo melhor e realmente livre. Os padrões comportamentais que podemos iniciar agora podem “contaminar” toda a sociedade, pois padrões de comportamento são condicionadores apesar de lentos.
Então, talvez a busca da coletividade pelos bens materiais, pelo poder aquisitivo, pelo poder social cedam e no lugar consigamos deixar os valores superficiais e supérfluos e realmente pensar na coletividade vivendo em harmonia.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Deus: Questionário de Qualidade

Deus gostaria de lhe agradecer pela sua crença e apoio. De modo a melhor servir as suas necessidades, Ele pede-lhe que gaste alguns momentos para responder às seguintes questões.
Todas as suas respostas são estritamente confidenciais, e não necessita de fornecer o seu nome ou endereço, exceto se pretender uma resposta direta aos seus comentários ou sugestões.

1. Como soube da existência de Deus?
__ Jornal
__ Biblia
__ Torah
__ Outro Livro
__ Televisão
__ Inspiração Divina
__ Conversa com amigo
__ Experiência de Quase Morte
__ Tablóide
__ Arbusto Ardente
__ Outro. Especifique : _____________

2. Que modelo de Deus escolheu?
__ Yoweh
__ Pai, Filho e Espirito Santo
__ Jehová
__ Jesus
__ Ala
__ Satanas
__ Deus
__ Nenhum dos indicados, fui escolhido

3. Recebeu Deus em boas condições, sem falta de nenhum atributo?
__ Sim
__ Não
Se não, por favor descreva os problemas que encontrou:
____________________________________

4. Que fatores foram relevantes para a sua decisão? Marque todos os que se apliquem.
__ Educação pelos pais
__ Necessidade de uma razão para viver
__ Educação pela sociedade
__ Necessidade de focar-me em alguem para desprezar
__ Amigo imaginário cresceu
__ Não pensar por mim
__ Encontrar homens/mulheres
__ Medo da morte
__ Chatear os meus pais
__ Precisava de sair do escritório por um dia
__ Necessidade desesperada de certezas
__ Gostar de música de orgão
__ Necessidade de sentir-me moralmente superior
__ O meu arbusto começou a arder e falou-me

5. Já adorou um Deus antes? Se sim, que falso deus o enganou? Marque todos os que se apliquem.

__ Odin
__ Zeus
__ Apolo
__ Ra
__ o Sol
__ a Lua
__ a Bomba
__ Cthulhu
__ Dolar Todo Poderoso
__ Liberalismo de Esquerda
__ Bill Clinton
__ Outro. Especifique: ________________

6. Usa atualmente outra fonte de inspiração para lá de Deus? Marque todos os que se apliquem.

__ Tarot
__ Loteria
__ Astrologia
__ Televisão
__ Psiquico
__ Dianética
__ Palmistria
__ Playboy e/ou Playgirl
__ Livros de Auto-Ajuda
__ Sexo, Drogas e Rock and Roll
__ Bioritmos
__ Bill Clinton
__ Folhas de chá
__ Mantras
__ Cristais
__ Sacrificios Humanos
__ Pirâmides
__ Vaguear no deserto
__ Companhia de seguros
__ Arbusto Ardente
Outro: _____________________

__ Nenhum

7. Deus emprega um limitado grau de Intervenção Divina para preservar o equilíbrio entre a sua presença sentida e a fé cega. Qual prefere (escolher apenas um)?
a. Mais Intervenção Divina
b. Menos Intervenção Divina
c. Atual nível de Intervenção Divina
d. Não sei... o que é a Intervenção Divina?

8. Deus tambem tenta manter um equilíbrio entre desastres e milagres. Numa escala de 1 a 5 classifique (1=insatisfatório, 5=excelente):
a. Desastres
inundação 1 2 3 4 5
fome 1 2 3 4 5
terramoto 1 2 3 4 5
guerra 1 2 3 4 5
pestilência 1 2 3 4 5
praga 1 2 3 4 5
SPAM 1 2 3 4 5
Microsoft 1 2 3 4 5
b. Milagres
salvamentos 1 2 3 4 5
remissões espontâneas 1 2 3 4 5
estrelas pairando sobre cidades 1 2 3 4 5
estátuas que choram 1 2 3 4 5
água transformando-se em vinho 1 2 3 4 5
caminhar sobre as águas (exceto Tiete) 1 2 3 4 5
arbustos que falam 1 2 3 4 5
Vídeos que se auto-programam 1 2 3 4 5
Sadam Husein vivo 1 2 3 4 5
Inter ganha campeonato 1 2 3 4 5

9. Tem algum comentário ou sugestão adicional para melhorar os Nossos serviços?


FONTE: Dicionário Cético

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

DIREITOS SEXUAIS




Direitos Sexuais:
São direitos a uma vida sexual com prazer e livre de descriminação.
Incluem o direito:
• De viver a sexualidade sem medo, vergonha, culpa, falsas crenças e outros impedimentos à livre expressão dos desejos;
• Direito de viver a sua sexualidade independente do estado civil, idade ou condição física;
• A escolher o/a parceiros/a sexual sem discriminação, e com liberdade e autonomia para expressar sua orientação sexual se assim desejar;
• De viver a sexualidade livre de violência, descriminação e coerção; e com o respeito pleno pela independência corporal do/a outro/a;
• Praticar a sexualidade independende de penetração;
• A insistir sobre a pratica do sexo seguro para prevenir uma gravidez não planejada e as doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV-Aids;
• A saúde sexual, o qual exige o acesso a todo tipo de informação, educação e a serviço confidenciais de alta qualidade sobre sexualidade e saúde sexual;
Fonte: SOS CORPO - Gênero e Cidadania
Os Direitos Sexuais, foram extraídos dos documentos elaborados por vários países, incluindo o Brasil, durante a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, que ocorreu na cidade do Cairo - Egito no ano de 1994, e também através da 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, que ocorreu na cidade de Beijing - China no ano de 1995.
IMPORTANTE:
Para que os direitos sexuais possam ser cumpridos e exercidos, é importante sabermos que também temos alguns compromissos a ssumir, como por exemplo usar corretamente a camisinha em todas as relações e práticas sexuais.
Cumprindo os nossos compromissos, estaremos garantindo os nossos direitos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

REMÉDIO ANIMAL - HOMENAGEM A UMA AMIGA


Matéria completa na Revista Viva Saúde Edição 66


Tatiana Sales é uma amada amiga, inteligente, bem humorada e defensora dos animais. Não deixe de visitar também o site de proteção animal Miados e Latidos, do qual ela é Diretora Operacional e eu participo como voluntário muito modesto só para brigar com a Tatiana sempre que posso.

A revista acima mencionada publicou a matéria abaixo, citando a Tatiana e a importância dos animais também na questão da saúde humana. Não deixe de ler.


Remédio animal
A convivência com um amigo de quatro patas acalma, facilita a interação, dá confiança e, o melhor, ajuda a superar com sucesso vários problemas de saúde

POR JANETE TIR


Foi em abril de 2005 que a paulistana Tatiana Sales descobriu um câncer no colo do útero. Depois de ser opera - da - e de várias sessões de radioterapia -, teve alta em janeiro de 2006, para em março desse mesmo ano receber a notícia de que as células tumorais haviam se espalhado para o intestino, a bexiga e a bacia pélvica. Apesar do prognóstico nada bom e de ser considerada paciente terminal, ela iniciou a quimioterapia, mas foi liberada para voltar para casa, pois nada mais poderia ser feito num ambiente hospitalar.

"Perdi mais de 20 kg e usava máscara hospitalar o tempo todo, pois o meu sistema imunológico beirava o caos, mas não fiquei sem meus gatos nem um minuto. Passamos várias noites deitados no sofá, eu brincava com eles e eram momentos em que eu me esquecia de que estava tão doente, e a dor constante era amenizada", revela Tatiana.

QUEM JÁ PASSOU POR EXPERIÊNCIAS DOLOROSAS DE DOENÇAS OU PERDAS FAMILIARES SABE QUE AOS ANIMAIS, AO CONTRÁRIO DOS SERES HUMANOS, NÃO HÁ NECESSIDADE DE EXPLICAR NADA, SOMENTE DE INTERAGIR

Tatiana Sales encontrou nos gatos a melhor companhia para enfrentar um câncer

Depois de uma cirurgia longa, em que era tudo ou nada, a saúde voltou aos poucos e hoje ela está curada. "Posso dizer, sem dúvida alguma, que hoje sou uma pessoa muito mais equilibrada e preocupada em ser feliz do que era antes. Naqueles momentos difíceis, meus gatos ficaram comigo e nem se importaram com o meu mau humor, se eu estava descabelada ou com aparência péssima por conta de quimioterapia. Eles não tiveram por mim aquela piedade que tanto corrói e maltrata um doente, pelo contrário, me presentearam com um amor incondicional", diz Tatiana.

Casos assim são tão comuns na medicina que os animais passaram a ser os visitantes mais esperados em hospitais e asilos. E os dados científicos estão aí para provar que, "no contato com o cão, após 15 a 20 minutos, a pessoa libera vários neurotransmissores e hormônios de bem-estar, como dopamina, endorfina, feniletilamina, prolactina, oxitocina, e inibe o cortisol, hormônio associado ao estresse", explica a psicóloga Silvana Prado, da ONG Organização Brasileira de Interação Homem- Animal Cão Coração (OBIHACC), que promove visitas a asilos de idosos.

"Além disso, o cachorro é um ser vivo no qual projetamos nossos sentimentos, ele nos dá uma experiência multissensorial, assume o papel de facilitador da afetividade, interação, confiança e, acima de tudo, o seu amor incondicional ao homem", conclui.

Amor incondicional

Quem já passou por experiências dolorosas de doenças ou perdas familiares sabe que aos animais, ao contrário dos seres humanos, não há necessidade de explicar nada, somente de interagir. Às vezes, o melhor remédio é fazer carinho na orelha de um cão ou segurar um gato no colo para ter o conforto perdido. A sensação da professora Leila Piffer é exatamente essa. Com a morte da mãe há oito meses, ela teve depressão e desenvolveu uma crise de ansiedade. "Estou em tratamento desde fevereiro deste ano, afastada do serviço, ingerindo remédios controlados, melhorando e procurando reestruturar minha vida nessa nova fase. Conto com a ajuda de familiares e amigos, mas as minhas gatas, a Pititica e a Branquinha, têm um papel fundamental no meu tratamento e nesse período de recuperação", conta ela.

ELES FAZEM BEM À SAÚDE

Apenas 15 minutos de convivência com um animal melhoram muitos problemas de saúde, segundo a organização internacional Delta Society. Dentre as pesquisas já realizadas sobre o assunto, a instituição ressalta as seguintes:
A presença de cachorros em hospitais diminui a pressão sanguínea, controla a ansiedade de cardíacos e ajuda a melhorar as funções do coração e do pulmão em pacientes internados.
Pacientes com doença de Alzheimer têm menos problemas de comportamento e se alimentam melhor em ambientes com aquário.
Um cão na sala de espera de consultórios reduz o estresse das crianças.
A fisioterapia é mais eficaz quando o profissional tem como assistente um cachorro.
Idosos que possuem um animal de estimação em casa visitam o médico com menos freqüência.
Taxas de colesterol, triglicérides e pressão arterial são baixas em pessoas que têm bicho em casa.
Crianças conseguem passar por uma situação difícil na família, como doenças ou perdas, e ter mais auto-estima se têm a companhia de animais.
Em adultos saudáveis, os bichos propiciam a diminuição do estresse diário e da solidão.
Menos depressão e estresse foram constatados em portadores do vírus HIV que vivem com animais, além de aumentar a vontade de superar a doença.




A convivência com um amigo de quatro patas acalma, facilita a interação, dá confiança e, o melhor, ajuda a superar com sucesso vários problemas de saúde.

Os animais têm uma "total falta de discriminação, eles tratam igualmente qualquer pessoa, independente de particularidades físicas, raciais, sociais etc.", complementa Valéria Oliva, veterinária e uma das coordenadoras do Projeto Cão-Cidadão, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que utiliza animais na recreação e na diminuição da ansiedade dos pacientes portadores de necessidades especiais na sala de espera do centro odontológico da universidade. "O resultado é excelente e os pacientes se tornam mais colaborativos e, em alguns casos, até a sedação pode ser dispensada", comemora.

A fisioterapia é outra especialidade médica que ganha muito mais eficiência com a presença de um animal. "Nas sessões é a especialista que dá instruções aos cães, que incentivam os pacientes. Com essa 'brincadeira' as pessoas, principalmente os idosos, passam a fazer os exercícios físicos com mais facilidade", explica a médica veterinária e psicóloga Hannelore Fuchs, que coordena o projeto internacional Pet Smile, em São Paulo.

E tem outro item importante que todos os especialistas concordam quando o assunto é animal em casa: posse responsável. O cão, o gato, o coelho, o pássaro precisam ser cuidados, ter as suas necessidades básicas satisfeitas, não deixar o bicho sair à rua, telar janelas ou muros. Por isso, antes de ter um companheiro, o melhor é pesquisar sobre a espécie, o trabalho que vai dar e a disponibilidade de tempo que o animal exige. O cão ou o gato, se bem tratados, podem, tranqüilamente, passar de 15 anos de vida. E, independente da idade, eles sempre vão exigir amor e carinho de seus donos.

Valorize a vida, respeite toda forma de vida!

MANIPULAÇÃO


Historicamente, a Bíblia deveria ser maior, mais completa. Podemos dizer, que a Bíblia no formato à qual temos acesso foi editada, não foram incluídos muitos textos que na época não eram “interessantes” para as necessidades, etc.
Muitos documentos “bíblicos” foram encontrados posteriormente à publicação oficial, como por exemplo o Texto Gnóstico achado em Nag Hammad em 1945 sobre São Tomé, ou seja, para o conteúdo ser sério e completo, falta um Bíblia atualizada. Muitos são os textos agnósticos que poderia complementar o livro “sagrado”, mas não há interesse e sim, uma versão oficial manipulada.
Também não devemos nos esquecer que traduções não são nada fáceis, especialmente em textos no formato dos bíblicos, cheios de metáforas, mitos, etc.

Não nego que a Bíblia contenha fatos e elementos históricos, mas não é possível termos a Bíblia como uma obra histórica, como uma referencia real, e para tudo o que lá está, é necessário buscar em outras fontes confiáveis a veracidade do que lemos. Então, a Bíblia, na melhor das hipóteses, é uma referência, assim como a história de Atlântida segundo Platão.

A Sociedade Bíblica do Brasil é algo assustador. Lançou versões diversas da Bíblia em formato digital, formato de livro escolar, histórias ilustradas, e não é uma instituição neutra, é de caráter evangelizador e não científico, é dogmática, e deve ser vista com muito cuidado e ressalvas.

Como pensadores, devemos tender a superações e não ao poder. Daí, não é importante defender a existência ou não de Deus, ou a validade ou não das escrituras, mas o impacto social e os danos que os dogmas e a fé causam.

Aparentemente, até temos conseguido em nosso grupo algumas mudanças, mas é importante que elas venham a atingir os grupos de pessoas que realmente decidem os rumos da sociedade e tem o real domínio sobre coisas e a sociedade.

Daí, entramos na questão da manipulação e dos elementos que são utilizados para tal efeito:

1) a vida é norteada para o domínio atual estabelecido, o que tem na verdade criado situações de destruição e morte;
2) tal tipo de norteamento não universaliza a vida, sendo esta de valor menor e nosso espírito acaba por ser desvalorizado e esvaziado de sentido.

3) um ideal social não surge, onde diferenças imperam, onde “o deus de um é melhor que o de outro”, onde cristãos de diferentes religiões se matam, e assim não surge nada novo que esteja mais de acordo com as necessidades humanas. Claro, a questão não é somente religiosa, mas também religiosa, pois a religião é um dos instrumentos de alienação, comodismo, manejo da população.

Uma sociedade melhor não é hipócrita, é solidária e justa e deve aprender a pensar. Sermos fiéis a realidade nos trará uma grande liberdade interior, o que é necessário para a emancipação social.

Manipulação é manejo, serve bem para o gado, e talvez para os cordeiros de deus, mas não para uma sociedade saudável. Domínio é algo perigoso e nos leva a um tratamento aviltante de rebaixamento.


No formato social atual, seja ele político, ou religioso, as pessoas são ilegítimas e sofrem um grande sadismo não percebido por todos. A sociedade é rebaixada de forma até cruel. Tudo é conduzido de uma maneira que impede a organização, dificulta que as pessoas se unam e impede a organização por práticas de manipulação.

1) A sexualidade está repleta de morais cristãs que desrespeitam a individualidade, a preferência e condenam homossexualidade, etc. causando culpa, comoção psicológica e outros aspectos social e emocionalmente não interessantes para o desenvolvimento da humanidade. Platão compreendia por “Eros” uma força misteriosa que elevava o homem em beleza, bondade e perfeição. O “erotismo” atual é um descontrole sexual para satisfação imediata, o que é frustrante e demonstra uma regressão cultural.

2) A amizade que é ou deveria ser algo estável, deve voltar a ser afetuosa e compreensiva, substituindo a tecnologia que nos faz hoje sermos virtuais demais e compreendidos pelo Estado somente como números ou fontes de renda, seja em impostos ou na capacidade aquisitiva de bens;

3) O amor, que é também um instrumento social de proteção, deve ser comunitário. Vivemos em comunidade e devemos prezar pela nossa capacidade de tornar o social melhor, e estes valores devem superar o amor cristão, que acaba sendo pelo outro cristão quando isso acontece. O religioso em média, é uma espécie hipócrita condenável;

Manipula (o sistema) ou todo aquele que nos seduz, nos empurra realidades sem que forneça razões. Somos tratados como idiotas e arrastados a decisões e atos que favorecem a alguém ou a algum grupo específico, o que mata o valo social como um todo, pois busca interesses específicos.

Adiciono aqui a manipulação pelos meios de comunicação, via comerciais:

O que exatamente vendem? O que exatamente você compra?

Em comerciais de cerveja ou de carros, geralmente vemos belas mulheres. Elas normalmente nada dizem, apenas figuram, mostram-se como uma imagem agradável, sedutora. Estas imagens entram na mente das pessoas que tendem a comprar produtos pelo que viram, sem pensar: mas esta cerveja não me dará uma mulher bela, ou, o fato de comprar este carro, não me trará a bela modelo no porta malas. Para os que podem comprar, compram e sentem um tipo de frustração, para os que não podem, não compram e sentem frustração e revolta, outro aspecto social péssimo atraindo para uma realidade inexistente e superficial, fazendo parte da manipulação.

Idéias e atitudes impostas, sejam elas políticas, econômicas ou religiosas, são perigosas e configuram ideologia com força persuasiva. Como efeitos colaterais temos violência, risco de tirania, apatia, entre outros.

A manipulação serve para que nos tornemos consumistas (o que não é ecológico e é isento de lógica), para alienar o espírito e manter massas dominadas de forma fácil, e ambas se valem de diversos instrumentos para obter sucesso.

Quando as pessoas conseguirem ter boas idéias, convicções éticas lógicas e sólidas e vontade de se desenvolver, haverá mais solidariedade e passaremos a cuidar de uma estrutura mais social.

Em democracias o domínio é mais difícil ou dissimulado e em tiranias pode-se prometer vantagens em detrimento da liberdade, apesar da democracia não garantir tanta liberdade quanto prega que todos são mais livres do que a realidade mostra.

A linguagem é o maior instrumento de domínio e manipulação. Se pensarmos que a sociedade lê pouco, quase não pensa, tem dificuldade na interpretação de textos básicos ou do que está “escondido” no que lê, como devemos pensar nas pessoas que interpretam textos Bíblicos? Aquelas que vemos nos meios públicos de transporte, lendo uma Bíblia e te perguntando se pode ler um fragmento para você?

De tudo o que podemos mencionar a respeito de linguagem, a pior a ser questionada é a da Bíblia, pois é a que nos é apresentada de forma mais “pronta”, como verdade absoluta e inquestionável, e o Estado, apesar de “laico”, é bombardeado por decisões legais na verdade legitimadas por verdades morais da Bíblia, eliminando totalmente a realidade, como por exemplo na questão do aborto, homossexualidade, etc.

Manipulação é um tipo de mágica intelectual, e superar isso não é fácil. A manipulação é estrategicamente feita para iludir, e aquele que deve perceber o “fake” da questão, nem sempre está atento o suficiente. Heidegger já dizia que as palavras são na história, mais poderosas que as coisas e os fatos.

Uma grande demonstração do fato da força das palavras e da ausência do senso crítico é a capacidade destrutiva ou de manipulação dos boatos, e ainda, o convencimento pela repetição de mensagens e imagens pelos meios de comunicação, especialmente em períodos próximos a eleições. É suficiente ter um clima para a apresentação de erros, tratar tudo de forma superficial e transformar isso em verdade.

Fugir da manipulação é algo complexo, e quando pensamos em massas, pensamos em educação e metodologia. TODOS devem estar alertas à questão e às arapucas da manipulação, desenvolver um pensamento crítico e lógico. Um povo que não pensa é um povo entregue, rendido, e aceitar a Bíblia, como foi nos ensinado, sem questionar, como verdade, etc, é um grande erro.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

SEXUALIDADE, AMOR E CASAMENTO


Os padrões que conhecemos e adotamos para casamento são uma grande invenção da era burguesa.
A questão do amor, sexo e paixão, que de alguma forma fundamentam o casamento, é algo da modernidade e foi uma mudança social. Há um percurso tortuoso entre AMOR se transformando em CASAMENTO, salpicado pela questão do SEXO, com uma MORAL questionável quase sempre.
A questão não deve ser tratada de forma “Hollywodiana”, ou com impulsos dramáticos de Shakespeare, e também deve perder expectativas e idealizações absurdas, apesar dos diversos formatos que assume graças a novelas, filmes, idéias do senso comum que causam na verdade frustração por serem tão diferentes na vida real.
Devemos ter um padrão “universal” a dois para uma boa relação, sem idealização, com tolerância e tentativas de simbiose. A sociedade muda, valores mudam, tudo é mutável, então a relação também deve ser, porém buscando o bem de ambos.
O amor já foi desnecessário no casamento, e esta incorporação é relativamente recente, coisa que começou por volta do século XVIII, quando sexo começou a ser importante na relação. Antes, era natural e comum vier em adultério, sexualidade não era algo de prazer a dois, e no casamento, visava apenas a reprodução, fato que também sofreu grande mudança nos dias atuais, onde muitos casais optam por não ter filhos.
A fecundidade já foi algo indispensável ao casamento, da mesma forma, a total e absoluta fidelidade da mulher, e o adultério (da mulher é claro), podia implicar em abandono ou morte e a esterilidade levava ao repúdio total, ao isolamento nos “bons tempos medievais”.
Cristianismo, ah, o cristianismo... com a queda do Império Romano e a expansão do cristianismo no século V, a Igreja aos poucos vai tomando conta da questão do casamento, exercendo poder e tendo domínio sobre a questão. De pequenos e modestos rituais séculos mais tarde instituiu o casamento como “espaço legítimo para o sexo”, exclusivamente para procriação.
O cristão pregava (e dependendo do cristão de hoje, ainda prega) a virgindade, a castidade e a continência, na busca do reino dos céus.
Apenas no século XII o casamento foi sacralizado pela Igreja e tornou-se monogâmico e indissolúvel. Daí também, o rito saiu da casa e foi para a igreja e passou a ser realizado por um padre.
As castrações da igreja, as proibições ao prazer, aos métodos para evitar filhos, e outros, foram sendo superados e ignorados socialmente. Os cruéis véus de dominação da ilusão da igreja vão sendo substituídos por valores mais reais e necessários à felicidade.
A modernidade trouxe grandes mudanças, evoluções nas relações, e apesar de não responder ou solucionar todos os problemas possíveis em relações conjugais, trouxe a possibilidade de uma vida a dois com menos hipocrisia, ou até sem ela.
A pior parte da modernidade com relação a problemas está provavelmente na idealização e nos conflitos e frustrações que surgem a partir das expectativas.
Antes da moral cristã, a moral era estóica e também defendia a procriação como motivo para o casamento. Um sábio homem estóico devia amar sem paixão e ser marido e não amante. O amor com paixão devia ser buscado fora do casamento. Os cristãos usaram a moral dos estóicos e ultrapassaram o limite da castração do prazer.
O prazer pode ser obtido de diversas formas, porém em uma mesma relação, as variantes são poucas. Devemos manter o “amor-paixão” aceso, e o sexo deve ser prazeroso e freqüente para ambos sempre.
A relação deve ser igualitária com valorização da amizade na relação, na confiança e a última coisa para que o sexo deve servir é para a procriação.
O sexo é uma experiência única e afetivamente diferente para cada um de nós, ainda que em um mesmo relacionamento. É um complexo emaranhado de conceitos e valores sociais, morais, emocionais, traumáticos, religiosos, enfim, fenômenos que fazem com que apreciemos, sintamos e desejemos o prazer de uma forma definida. Uma vez que somos contaminados por valores de diversas fontes e de formas diferentes, as formas que damos ao sexo também difere segundo nossas ideologias e valores.
Vivemos períodos de grande repressão sexual, depois de grande liberdade sexual, depois retornamos a um novo período de repressão ou de medo sexual, e não podemos negar que elementos do gênero tem grande relevância em nossa transformação pessoal e culminam por regular a verdade livre de nossa sexualidade.
MUITOS dos que estão lendo este texto, sabem de alguém que se casou com 12 ou 14 anos, normalmente mulheres. Isso já foi normal. Novos discursos disciplinadores e legais, transformaram algo assim nos dias atuais em pedofilia.
Perceba, de forma alguma faço apologia à pedofilia ou estou de acordo com o ato, mas o desenvolvimento desse tipo de moral exacerbada acaba permitindo que pessoas que poderiam ser tratadas antes de cometer algum ato contra um menor, permaneçam escondidas cometendo crimes até um dia serem presas por um erro qualquer. Daí, existe um exagero na caça aos pedófilos.
Exceto a pedofilia, que é um problema real sim e deve ser combatido, mas não como tem sido feito, temos as opções sexuais de pessoas que gostam, por exemplo, de sodomia, perversões diversas, etc. Desde que nenhuma seja forçada a praticar atos contra a sua vontade, ninguém deveria ser discriminado.
O sexo é um ato de prazer, e quando existe com amor, melhor (opinião minha), porém, não deve e não pode ser transformado em controle, em dispositivo de discriminação, condenação, censura. Não podemos nos esquecer que há um elemento que TODOS prezam, porém não percebem quando condenam algo: LIBERDADE!
Na Grécia antiga existiu a bissexualidade, e hoje no século XXI temos o pluralismo sexual, uma evolução a meu ver, desde que possa ser escolha individual. Cada ser pode ter sua própria história, e esta pode ser diferente, então a diversidade deve ser respeitada.
Grandes mudanças vêm acontecendo. Amor, casamento, sexo, valores de intimidade, romance, individualismo a dois, etc. A emancipação feminina teve um grande papel, porém mesmo hoje ela parece ser carente de uma real afirmação, graças a certos conflitos e carências vividos por mulheres. Na verdade, independentemente do sexo, as pessoas andam perdidas em valores e emoções.
O sexo em uma relação onde obviamente existe amor, pode ser vivido em alguns momentos com paixão e em outros somente sexualmente. Ainda que paixão e amor não sejam demonstrados todo o tempo, saber que ele está presente é também uma variação aceitável e necessária muitas vezes. Como dizia o grande poeta: “beleza não se põe na mesa, mas eu não como no chão”, então muitas vezes, o fato de sentir desejo está sim diretamente relacionado à emoção e ao amor.
O casamento formal ainda hoje (em muitos casos) é hipócrita e de fachada, então o valor que se dá a ele, seja qual for a aparência que ele tenha, é o que realmente conta e o que faz dele belo.
Socialmente, hoje temos o casamento formal, consensual, heterossexual, homossexual, para procriar, para não ter filhos nem f... (literalmente), e todos são processos onde é possível haver amor e intimidade. A sociedade precisa se tornar tolerante e acolher todas as modalidades de relação amorosa, pois isso faz parte de evoluir, viver em paz e ser feliz.